1 ANO DE FITO: Rede deposita pedido de cinco patentes

No primeiro ano de atividades, pesquisadores vinculados à rede FitoAmazônia depositaram cinco pedidos de patente relacionados ao desenvolvimento de produtos e biomateriais obtidos a partir de recursos da biodiversidade amazônica, com potencial de aplicação nas áreas farmacêutica, biomédica e de cuidados com a saúde.

As tecnologias desenvolvidas buscam transformar o conhecimento gerado nos laboratórios em soluções inovadoras para problemas reais, especialmente no tratamento de infecções, cicatrização de feridas e desenvolvimento de novos materiais terapêuticos.

Entre os pedidos depositados está a patente “Formulação semissólida contendo própolis vermelha e óleo de copaíba: obtenção e usos”, coordenada pelo pesquisador Richard Pereira Dutra. A tecnologia consiste em uma formulação para uso tópico que combina extrato de própolis vermelha e óleo de copaíba em uma base gelificante. O produto apresenta potencial antimicrobiano, antioxidante, anti-inflamatório e cicatrizante, podendo ser utilizado no tratamento de lesões cutâneas, queimaduras e dermatites.

Outra inovação desenvolvida pela equipe coordenada por Adenilson Oliveira dos Santos é a patente “Esponjas poliméricas incorporadas com óleo de andiroba e cristais de maleato e Cu(II)”. O material utiliza componentes biodegradáveis associados ao óleo de andiroba e compostos metálicos para formar esponjas com potencial terapêutico, capazes de atuar como sistemas de liberação controlada de substâncias bioativas.

Também integra o conjunto de tecnologias depositadas a patente “Bioesponjas com propriedades antibacterianas para uso farmacêutico”. A invenção combina alginato de sódio, óleo de andiroba e um complexo semiorgânico de manganês, resultando em um biomaterial com atividade bactericida e potencial aplicação em curativos e tratamentos voltados à cicatrização de feridas.

O grupo também protocolou a patente “Blenda polimérica com potencial antibacteriano”, um biomaterial formado por gelatina, alginato de sódio e um complexo de cobre(II). O material foi desenvolvido para atuar no combate a infecções bacterianas cutâneas e pode ser utilizado em curativos, revestimentos antimicrobianos e sistemas de liberação controlada de medicamentos.