A Rede FitoAmazônia realizou, no dia 12 de dezembro de 2025, a primeira etapa do ciclo de apresentações de seus núcleos de pesquisa, reunindo 29 participantes em um encontro online. A atividade integrou pesquisadores de diferentes áreas e teve como objetivo socializar o andamento das pesquisas em curso, além de fortalecer o planejamento estratégico da rede, que projeta, nos próximos anos, avançar no processo de consolidação como instituto de pesquisa.
Nesta etapa inicial, foram apresentados os trabalhos dos núcleos NUPEV, NUFIQ, NUBIC e NUBIP. A programação do ciclo terá continuidade na próxima semana, com as apresentações dos núcleos NUTOX, NUSAN, NUDIN e NUDOC.

A abertura foi conduzida pelo coordenador Marcos Paes, que destacou a importância do ciclo como espaço de aprofundamento das atividades, metodologias e perspectivas de cada núcleo. Segundo ele, a iniciativa integra a estratégia de fortalecimento institucional da Rede FitoAmazônia, com foco na consolidação de uma estrutura integrada de pesquisa em biocompostos e bioprodutos ao longo dos próximos três anos. Entre as metas está a ampliação da articulação interinstitucional, o fortalecimento das capacidades internas e o aumento da competitividade da rede em editais nacionais, com a perspectiva de habilitação futura como Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).
As apresentações desta primeira etapa concentraram-se nos núcleos voltados à prospecção e seleção. O Núcleo de Pesquisa em Vegetais (NUPEV), apresentado pelo professor Eduardo, encontra-se em fase de organização interna e definição de metas, com previsão de atuação plenamente integrada a partir de 2026. Entre as ações previstas estão coletas botânicas sistemáticas, a criação de um herbário virtual, o registro padronizado das espécies coletadas e a elaboração de um checklist de plantas com potencial para estudos fitoquímicos.
O Núcleo de Fitoquímica (NUFIQ), apresentado pelo professor José de Sousa Neto, compartilhou resultados preliminares de coletas realizadas na Reserva do Gurupi, em parceria com o PPBio Amazônia. As atividades envolveram amostragens de água, solo, fauna, peixes e material vegetal, com foco na extração de metabólitos secundários, cujas análises seguem em andamento em articulação com instituições parceiras.
Já o Núcleo de Bioinformática (NUBIC), apresentado pelo professor Jefferson Rocha, ressaltou o papel estratégico das análises computacionais no projeto. O grupo atua na modelagem molecular e em triagens in silico a partir dos dados gerados pelos demais núcleos e já iniciou a análise de moléculas provenientes da Reserva do Gurupi. O núcleo também tem buscado ampliar parcerias institucionais, incluindo articulações com o Museu Goeldi, com o objetivo de fortalecer o plano de trabalho.
Encerrando as apresentações da primeira etapa, o Núcleo de Bioprodutos (NUBIP) apresentou sua equipe e os respectivos planos de trabalho, destacando a importância da integração entre a pesquisa básica e o desenvolvimento de aplicações com potencial tecnológico, em consonância com os objetivos estratégicos da Rede FitoAmazônia.





