
Pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) identificaram uma nova variedade de própolis vermelha amazônica, coletada em Esperantina, norte do Tocantins, que apresentou resultados promissores contra o protozoário Leishmania amazonensis, causador da leishmaniose cutânea.
Os testes laboratoriais mostraram que o extrato da própolis foi capaz de inibir até 98% dos parasitas, com baixa toxicidade para células saudáveis. Além disso, a análise química revelou uma composição inédita, rica em isoflavonoides como calycosina, formononetina e liquiritigenina – esta última descrita pela primeira vez com atividade leishmanicida.
O trabalho foi conduzido pelos pesquisadores Richard Pereira Dutra, Marcos Marinho de Sousa Jr., Maria Simone Pereira Maciel Mignoni, Karla Gabriela Mota de Oliveira, Euzineti Borges Pereira, Aline Santana Figueredo, Arthur André Castro da Costa, Tatielle Gomes Dias, Cleydlenne Costa Vasconcelos, Lucilene Amorim Silva, Aramys Silva Reis e Alberto Jorge Oliveira Lopes, vinculados à UFMA e ao IFMA.
A leishmaniose é uma doença negligenciada que afeta milhões de pessoas no mundo, com tratamentos atuais caros, tóxicos e muitas vezes ineficazes. Os resultados reforçam o potencial da biodiversidade amazônica como fonte de novos fármacos e apontam caminhos para pesquisas futuras em modelos experimentais e clínicos.
O estudo foi publicado na revista científica Metabolites e contou com apoio da FAPEMA, CNPq e CAPES, além da participação da Rede de Pesquisa FitoAmazônia.
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